O BRASIL NA TERCEIRA MARGEM DO RIO
A segunda fase da direita brasileira e a agenda 2030 do bem.
DISCLAIMER: o artigo a seguir foi escrito antes do início do conflito no Irã, tenha isso em mente ao ler o artigo. Ele só saiu agora pois é um artigo longo e que demorou uma eternidade para editar.
VERSÃO EM VÍDEO DO ARTIGO:
INTRODUÇÃO
Será que é possível para a direita brasileira vencer novamente uma eleição?
Claramente a vitória de Bolsonaro foi algo não planejado pelo sistema e por isso eles não estavam prontos. Contudo, agora eles estão prontos. Não parece mais possível uma vitória da direita… ou estamos errados? Será que é possível?
Bom, de qualquer modo, vale a pena pensar… e se for possível?
Se for possível, então a direita precisa de um novo plano de governo.
O presente artigo é um breve e superficial esboço de um plano de governo. Breve e superficial esboço significa que ele não é um plano completo, no sentido de que cada área dele poderia ser expandida o que geraria um artigo talvez umas dez vezes maior. Esse artigo estaria talvez mais para “linhas gerais” ou “breves conselhos”, ou um “esboço para uma plataforma de direita”.
Nosso trabalho aqui é apresentar direções gerais e mostrar aonde está o Brasil e onde o Brasil poderia chegar dentro do cenário atual. Nosso plano de governo tem como base o elemento novo da direita bolsonarista de 2018, com o clássico do regime militar de 1964, juntamente com o nacionalismo pronista de Enéas Carneiro.
É possível progredir e governar sem um plano de governo? Sim é, mas é muito mais difícil. E, no caso de governar o Brasil, talvez seja impossível sem um plano. Ademais, um plano de governo permite traçar metas e objetivos, o que garante previsibilidade. A previsibilidade é um bom fundamento econômico. Ter um governo previsível e estável ajuda em tudo, torna o ato de governar mais fácil.
(Comentar sobre metas de inflação na versão em vídeo)
Delimitações e metodologia:
O plano deve ser algo realista, possível de ser executado, sem delírios e sem infantilidades como “prendeu/matou”. O plano deve ser desafiador, mas possível.
O plano precisa poder ser executado em um mandato completo (quatro anos).
O plano deve evitar ao máximo violações de direitos humanos. Afinal, Deus não gosta de gente morrendo a toa.
O plano deve estar, na medida do possível, dentro das quatro linhas e ser democrático.
A plataforma de direita.
O que é a direita em 2026?
Essa é uma pergunta interessante, não? Afinal: o que é a direita em 2026? Se fossemos tentar explicar o que é a direita brasileira em termos históricos, não só tomando do ano de 2018 em diante, talvez teríamos quatro grandes eixos:
Defesa da liberdade de expressão (mas não absoluta, vide Dom Pedro e o regime militar).
Redução de impostos (Essa pauta é mais recente, mais como uma resposta a Esquerda-Selic 15%).
Segurança Pública (Sem pesar muito a mão na violência).
Grandes Obras (Transposição do Rio São Franscisco, Itaipú etc.).
Panorama geral: o novo mundo, a nova fórmula.
O mundo contemporâneo passa por rápidas modificações e é necessário que o Brasil se adapte ao novo mundo. Quanto mais rápido o Brasil se adaptar, melhor ele conseguira avançar nessa nova era global.
O sistema brasileiro, assim como todo o sistema mundial, está viciado em práticas que não mais funcionam, é preciso mudar para continuar seguindo em frente.
“Anybody who departs from the standard neoliberal orthodoxy ends up getting blasted, either from right or the left,” (James David Vance.)1
A globalização econômica irrestrita deve ser abandonada, assim como o livre mercado radical e o super individualismo atomista pós moderno. Velhas práticas resultarão em velhos resultados, que não são mais suficientes para suprir as demandas da população brasileira.
É a metáfora do carro que, antes em uma estrada de asfalto, agora entra em uma estrada de barro. Quanto mais rápido a decisão de trocar os pneus e a troca for feita, mais rápido vai ser para o carro voltar a andar. O problema, claro, é fazer isso com o carro em movimento.
A demanda por novidades
O Brasil de 2025 não é o mesmo de 2018 e, por isso, faz-se necessário novas pautas para mobilizar as pessoas. Ainda que algumas pautas antigas estejam corretas isso não muda o fato de que mesmo as pautas corretas são antigas, e por isso, não são mais capazes de gerar ampla mobilização social.
Por exemplo:
Povo armado jamais será escravizado.
Essa frase é de fato verdadeira em múltiplos cenários (talvez todos eles), mas não tem mais o aspecto de novidade, soa como velho. A mesma coisa vale para outras pautas, como a agenda contra as drogas, contra o aborto, contra a doutrinação ideológica etc. Ainda que tudo isso seja verdadeiro, apostar só nisso em uma eleição presidencial é uma derrota quase certa.
O Brasil precisa se adaptar ao novo mundo, abaixo segue o nosso plano, dividido em múltiplas áreas, são elas:
Economia
Forças Armadas
Segurança Pública
Meio Ambiente e Sustentabilidade
Habitação
Educação
Política Social e cidadania
Relações Internacionais
Economia: o pós liberalismo
Não é possível mais enriquecer um país abrindo mercados. Na era pós liberal os países que antes eram liberais agora são protecionistas. Não só eles, mas todos os países do mundo.
O Brasil deve adaptar-se aos novos tempos.
Diante disso, a economia do Brasil para essa próxima era deve ser focada em outros paradigmas. Defendemos aqui uma espécie de nova fisiocracia, por assim dizer, não temos um nome melhor.
Existem hoje três meios de enriquecer um país: 1) ou você planta algo na terra e vende. 2) Ou você cava alguma coisa da terra e vende. 3) Ou você pega algo plantado ou cavado da terra, faz um produto e vende.
Agricultura. Mineração. Indústria.
Novos impostos, privatizações e abertura de mercados brasileiros só devem ser feitos em situações muito pontuais. A velha formula econômica da direita e da esquerda não funciona mais. Por isso, ela deve ser a exceção e não a regra.
Junto a isso existe o fenômeno da era do gelo, em termos econômicos, que ocorrerá pelos próximos (talvez) séculos. Por alguma razão a economia global está estagnando e, ainda que continuemos vivendo no reino da quantidade (Guenon) essa quantidade não crescerá muito mais do que já cresceu. Os desafios econômicos dos próximos séculos serão, provavelmente, muito menos a geração de riqueza, mas sim como manter um país funcionando com a riqueza limitada que ele tem.
O Brasil, contudo, ainda tem como crescer. Mas não será fácil. Mais comentários sobre esse crescimento será feito na parte sobre geopolítica.
Adendo 1: Mercados de Petróleo
O Brasil deve aproveitar a decadência da Rússia e da Venezuela para capturar mercados de petróleo Russo/Venezuelanos e gerar riqueza a partir daí. Ninguém mandou invadir a Ucrânia ou querer invadir a Guiana.
Se as pessoas vão continuar comprando petróleo pelos próximos 20 ou 30 anos, que seja então o nosso petróleo.
O preço do petróleo depende 1) da oferta de petróleo no mercado E 2) da autorização das máfias/carteis do petróleo para que o petróleo seja colocado no mercado. O Brasil deve fazer parcerias com múltiplos países que comandam esses carteis, o que inclui dar uma parcela de petróleo a eles, para aos poucos substituir a Rússia e a Venezuela nesses mercados.
Em específico, o conflito da Europa com a Rússia e as recentes hostilidades americanas com relação a União Européia pode ser interessante ao Brasil no que diz respeito ao setor energético. O Europeu não quer energia Russa e nem Americana, isso pode ser aproveitado pelo Brasil.
Adendo 2: a questão China
O governo de esquerda que governou o Brasil nos últimos 20 anos fez com que o Brasil ficasse cada vez mais dependente economicamente da China. Essa dependência precisa ser reduzida inclusive porque grandes setores do agro brasileiro já estão sendo capturados pela economia chinesa, o que é uma perda de soberania preocupante.
Junto a isso, essa aproximação excessiva com a china desindustrializou o Brasil. Hoje em dia praticamente tudo que é de indústria de baixa complexidade vem da China. O Brasil nunca irá desenvolver uma indústria de baixa complexidade enquanto continuar comprando do chinês. Sem a indústria de baixa complexidade não tem como fazer uma indústria de alta complexidade. A reindustrialização do Brasil passa necessariamente pela diminuição da compra de produtos industriais chineses. O que pode ser feito aqui deve ser feito aqui e não lá.
Um exemplo bastante emblemático disso foi que durante a crise de saúde de 2019 o Brasil não tinha nem seringas para aplicar vacinas, porque precisava vir da China não só a vacina, mas as seringas também. Isso não está certo e essa relação comercial precisa mudar.
Adendo 3: terras raras
O Brasil tem a vantagem estratégica de ter a segunda maior reserva de terras raras do mundo depois da China. Essa vantagem deve ser aproveitada para o desenvolvimento do Brasil e isso deve ser feito através de um acordo com as máfias internacionais que precisam dessas terras raras.
Qualquer tentativa de negociação que o Brasil leve tudo e as máfias levem nada significa que o Brasil irá se tornar um alvo dessas máfias. Nesse caso o Brasil provavelmente terá o mesmo fim da Venezuela. A Venezuela quis tudo, mas acabou com o nada. Se a Venezuela tivesse negociado um bom acordo ela seria hoje uma Arábia Saudita, mas acabou como um país da África qualquer. O Brasil não pode cometer o erro venezuelano.
Um bom acordo de terras raras passa pelo Brasil tentar evitar um novo tratado de methuen. Isso significa que o Brasil não deve ser somente um exportador de terras raras, mas ele deve buscar a capacidade de processamento, para vender esse material com mais valor agregado. Qualquer acordo que envolva as terras serem retiradas do Brasil para serem processadas no exterior deve ser evitado.
O Brasil tem uma leve vantagem na mesa de negociação com os EUA, pois os EUA não tem muitas outras alternativas além do Brasil para conseguir terras raras para reduzir sua dependência da China.
Forças Armadas: programa de drones
As guerras mudaram muito nos últimos anos devido ao advento e da viabilidade dos drones. Os drones de hoje permitem que um país pobre e pequeno cause grandes prejuízos financeiros a grandes adversários. Diante disso:
O Brasil deve se adaptar aos novos tempos.
O Brasil deve desenvolver, nos próximos anos, um novo programa para as forças armadas, baseado em drones kamikaze. Investir em um programa de drones brasileiros kamikaze pode aumentar significativamente a dissuasão militar sem necessitar de muitos recursos financeiros, que o Brasil não tem.
Claro que, o ideal seria uma bomba atômica, mas isso não é possível de ser alcançado nesse momento. A melhor oportunidade para o Brasil aumentar sua capacidade de dissuasão é através de um programa de drones ofensivos.
Atualmente as FA possuem programas pequenos de drones, mas são drones de reconhecimento e vigilância, que custam muito dinheiro. É preciso iniciar um programa militar ofensivo de drones de baixo custo (loitering munitions). Meio no estilo do HESA Shahed 136.

Ainda que seja louvável que já existam programas de drones brasileiros engatinhando é preciso focar em drones de baixo custo e baixa complexidade. Outra ponto muito importante: esse programa precisa ser 100% nacional com dual-use tech, sempre que possível.
Se o Irã, que é um país lascado, conseguiu nós também temos como conseguir.
A guerra irregular assimétrica
As forças armadas do Brasil precisam se atualizar no que diz respeito às suas funções principais. De fato o papel das FA é garantir a soberania e a defesa do território nacional. Entretanto, no mundo contemporâneo o “território nacional” não é somente a fronteira física. Isso porque a noção de territórios e campos de combate agora se expandiu para todos os lugares possíveis. Isso inclui o mundo informacional, o mercado financeiro, os organismos internacionais, as ONGs etc, etc, etc. Essa questão da nova forma da guerra moderna já foi discutida em um artigo anterior então não seremos repetitivos. Mas faz-se necessário uma atualização teórica urgente por parte das FA do Brasil com relação a esse assunto. O que estamos dizendo, de um modo geral, é que é preciso mudar a doutrina das forças armadas do Brasil tanto no que diz respeito ao uso de drones quanto que na parte teórica dos novos modos de conflitos.
Segurança Pública: Vigiar & Punir
Segurança pública é a principal pauta da direita, talvez ela seja o que define o direitista como direitista e deve ser o objeto principal de um governo de direita. Esse assunto é muito extenso e valeria um grande artigo só dele, então seremos sucintos aqui nesse momento. Esse tópico se divide em dois, vamos a eles:
Parte 1: Vigiar - O tecnopanóptico
No Brasil de hoje existem aproximadamente 500 mil policiais (400mil PMs e 100 mil PCs). Esse numero é muito pequeno. De modo que não é suficiente para evitar as 45 mil mortes por ano no Brasil.
Propomos aumentar o número de policiais pelo menos para um milhão. Só que tem um problema: fazer isso custa muito dinheiro, dinheiro esse que o Brasil não tem.
Então, diante desse fato, é necessário pensar em outra solução para a criminalidade.
O Brasil deve se adaptar aos novos tempos.
Propomos que o Brasil deve criar um programa de vigilância inspirado no pan-óptico de Bantham. Uma espécie de tecno-pan-óptico com múltiplas câmeras instaladas em locais públicos.
A função dessas câmeras deve ser de dar ao criminoso a dúvida de que ele está sendo vigiado, mesmo as vezes não estando. Se não é possível combater o crime fisicamente é preciso então combater o crime através uma operação psicológica.
Essas câmeras policiais, claro, precisam restringir-se apenas às áreas públicas e nunca em áreas privadas. Aqui surge mais uma vez aquele debate entre liberdade vs segurança. Esse modelo foi implementado no estado de São Paulo e tem reduzido em muito os problemas de criminalidade.

Parte 2: Punir - Drones FPV
Caso a parte um do plano não funcione e seja necessário agir com violência, essa violência precisa ser inteligente. A violência burra alimenta ONGs de esquerda, enquanto que a violência inteligente não.
Por isso, com o intuito de proteger a vida dos agentes de segurança pública, faz-se necessário a adoção de métodos voltados ao confronto físico indireto. É precisamente aí que entra o uso de Drones FPV (First Person View).
Assim como o Brasil necessita de um programa de drones militares o Brasil necessita também de um programa de drones civil para uso dos agente policiais. O uso de drones para combate pode poupar a vida de muitos agentes o que, além de evitar a tragédia das perdas humanas, pode economizar muito dinheiro em indenizações para os familiares dos policiais mortos.
Drones FPV possuem câmeras embutidas e isso é muito bom pois pode controlar os excessos de seus usos. Assim, evita-se que o policial exploda um civil por acidente em uma operação subindo um morro.
Você evita que o policial e o civil sejam neutralizados. Esse é o uso inteligente da força.
Esse programa de drones FPV precisa de muito treinamento por parte dos pilotos e tecnologia anti-jammer como, por exemplo, drones de fibra óptica. Mas é um investimento que compensa e pode ser feito em pouco tempo.
É preciso também flexibilizar legislações que impedem a polícia de usar esse tipo de equipamento.
Meio Ambiente e Sustentabilidade
A direita brasileira nos últimos anos deixou de lado a pauta ambiental e, como não há vácuo de poder, essa pauta foi capturada pela esquerda. É preciso mudar isso e entender que a preservação ambiental é também uma pauta da direita.
A primeira lei de preservação ambiental brasileira foi feita pelo império português em 1605 (regimento do pau Brasil), e de lá para cá, a direita brasileira teve sempre preocupações com o meio ambiente, inclusive até no regime militar com o código florestal (1965), com a criação da SEMA (secretaria especial do meio ambiente) entre muitas outras leis e regulamentações.
Foi, contudo, no regime da esquerda em que as leis ambientais passaram a ser usadas como formas indiretas de controle territorial do Brasil, através de ONGs internacionais. Foi também no governo da esquerda que a maioria das terras do Brasil foram transformadas em reservas indígenas e quilombolas. Inclusive muitos políticos de esquerda enchem a boca para falar disso, com muito orgulho, como se a perda da soberania brasileira pelas ONGs fosse algo a ser comemorado.
Com relação a direita é preciso estimular, de verdade, o desenvolvimento sustentável que, como o próprio nome já diz, precisa ser desenvolvimento e ser sustentável. Não pode ser uma coisa só sem a outra.
Não pode ser somente desenvolvimento sem pensar no dia de amanhã e também nem ser só sustentabilidade sem pensar no dia de hoje.
Ou seja, é preciso encontrar um equilíbrio entre desenvolver o país usando os recursos naturais do Brasil, sem que o futuro do nosso meio ambiente seja muito comprometido. É uma equação entre presente e futuro.
Conforme já dito na parte da economia a exploração de petróleo é parte fundamental na estratégia de longo prazo para desenvolvimento econômico, e nesse sentido a Petrobrás é uma boa empresa (no sentido de ser cuidadosa com o meio ambiente).
Mas existem algumas coisas que precisam ser feitas, que não diz necessariamente a respeito à Petrobrás. São questões que tem mais a ver com o ministério público.
Não é aceitável que obras fundamentais para o desenvolvimento nacional sejam paralisadas pelo ministério público sem um bom motivo. Entretanto o problema NÃO É o ministério público, mas sim as legislações que ele segue, que são muito apertadas.
O Brasil deve se adaptar aos novos tempos.
O problema não é o MP, o problema são as leis ambientais brasileiras que estão desatualizadas, fora da realidade nacional: petróleo não é extraído, estradas não são construídas e mantidas, hidroelétricas não são feitas.
Os funças do MP seguem a lei. Se a lei diz que tem que ter centenas de laudos para começar uma obra eles só vão autorizar quando forem entregues as centenas de laudos. Simples assim.
Ainda que essa mentalidade de Eichman em Jerusalém possa ser questionada moralmente, na prática é assim que funciona: o funcionário do MP seguirá as ordens. Para que as coisas mudem, é preciso que ele receba novas ordens ou as coisas não mudarão. A mesma coisa vale para o IBAMA, ICMbio etc.
Habitação: o problema das moradias
O problema das moradias é um problema real e global. Todos os países do mundo estão com problemas para ofertar moradias boas e baratas. O Brasil não é uma exceção.
A solução do governo do Brasil (e de outros do mundo) é aumentar o acesso a crédito para as pessoas comprarem. Isso ajuda em um primeiro momento, mas o aumento de pessoas com crédito leva a um aumento do preço de acordo com a lei da oferta e da procura.
Se você fosse dono de uma construtora e o governo lançasse mais uma linha de crédito: você venderia seus imóveis mais ou menos caro?
Ao mesmo tempo, não ofertar crédito (fechar a torneira) também não ajuda a diminuir os preços. O que acontece nesse caso é que os preços irão congelar onde estão. Entenda que, via de regra, um imóvel nunca baixa de preço. Um imóvel tende a baixar de preço somente quando cria-se um problema próximo a ele, e isso raramente acontece.
Qual é a solução para o problema então? Não há uma solução fácil.
Uma ação interessante que poderia ser tomada é direcionar o acesso ao crédito para condições específicas que reduzem o preço dos imóveis. É aí que entra a verticalização imobiliária.
Propomos que seja ofertado crédito para imóveis que possuam mais de dez andares em cidades médias para grande, e cinco andares para cidades pequenas.
Essa medida estimularia as construtoras a subir prédios mais altos. Isso resulta em mais pessoas morando no mesmo lote imobiliário, o que reduziria a demanda por outros lotes, o que reduziria o custo das moradias.
Essa solução não foi pensava no programa minha casa minha vida. Talvez o custo de moradias estivesse bem mais barato se isso tivesse sido feito. O crédito existente precisa ser redirecionado para a verticalização.
Educação: reedificação da ordem educacional
1 - Ensino Fundamental e Médio: restauração da autoridade.
É preciso desorizontalizar o ensino fundamental e médio.
As políticas educacionais aplicadas no Brasil nos últimos 30 anos tiveram como resultado a perda de autoridade do professor e da escola com relação ao aluno e seu núcleo familiar. Por trás de um grande arcabouço teórico e bullshit técnico escola novista, socioconstrutivista e de teoria crítica está a tese principal de que um professor não pode ter e ser autoridade quando está sendo professor.
Esse movimento propôs um processo que é conhecido dentro da pedagogia atual como horizontalização do ensino. É um modelo onde o professor e o aluno devem se colocar no mesmo nível hierárquico. Ou seja, não há mais uma relação vertical como era no tempo da ratio studiorvm jesuítica.
Essa mudança de paradigmas teve consequências terríveis para o ensino brasileiro. O resultado prático dessa política foi professores sendo espancados na sala de aula. Isso não é bom para o Brasil.
Portanto, é necessário desorizontalizar o ensino brasileiro. Isso deve ser feito através de dar segurança jurídica para os professores e a direção das escolas, para que com isso a autoridade volte a ser exercida. Isso inclui aumentar a pena para quem agride ou ameaça professores.
Se um professor foi agredido ou humilhado a pessoa que fez isso deve sofrer uma punição a mais, um agravante, pois foi contra um professor. Mais ou menos como ocorre com relação ao homicídio, que tem pena maior se a vítima é uma mulher (feminicídio).
2 - Ensino Superior: o problema do EAD
“Será que o EAD vale a pena?”
Essa resposta deve ser respondida com outra pergunta: vale a pena para quem?
Um bom modelo educacional, qualquer que seja, fundamental, médio ou superior, deve estar sempre direcionado ao bem da nação. O que não é o caso do atual modelo de ensino EAD.
Pergunte-se: em que o Brasil melhorou desde que esses modelos EAD foram inventados? As pessoas conseguiram diplomas, sim, é verdade. Mas isso significou um bem relevante à nação brasileira? Ou as pessoas continuam na mesma situação, mas com um diploma pendurado na parede?
Propomos que seja feita uma redução de investimento nos programas EAD em todo Brasil. Não é proibir, é desinvestir. Se alguém quiser se formar em EAD que o faça, mas que não seja com o dinheiro do governo.
O dinheiro desse desinvestimento deve ser realocado para universidades federais, é assim no mundo todo. As universidades federais tem problemas? Sim. Mas ainda assim, apesar dos problemas, é dela que saem as pessoas com as melhores formações (qualitativos) do Brasil.
3 - A educação e a filosofia nacional
É preciso redirecionar investimentos da filosofia nacional para parar de financiar filósofos franceses no Brasil. Esse é um problema que existe na filosofia nacional já há 90 anos no mínimo e é preciso parar com isso pois isso não ajuda em nada o país.
Nunca irá existir filosofia acadêmica brasileira se a base teórica não for nacional, for francesa. Essa influência maligna começa com as missões francesas de filosofia no Brasil de 1930-1960 e continua em menor medida até hoje.
O Brasil, em termos de filosofia, precisa se descolonizar da França. Eu não aguento mais ouvir pederasta, sodomita, degenerado falando em Merleau Ponty. Vão se f**er.
Política Social & Cidadania
Uma grande política social que deve ser tocada adiante é a ideia de imposto do pecado. A gente sabe que o governo atual de esquerda está se lixando para se as pessoas pecam ou não, ele passou esse imposto porque ele precisa de dinheiro para fechar as contas. Contudo, a ideia é ótima.
A ideia é simples: se você está pecando, você deve pagar mais imposto.
O problema é que o governo atual está com uma lista de pecados errados. Não é um grande pecado consumir um refrigerante, o governo está errado nisso. Também não é um grande pecado você ter um carro à combustão, o governo está errado nisso também.
O que nós propomos é um redirecionamento do imposto do pecado para coisas que realmente são pecaminosas e que causam dano à sociedade brasileira. Por exemplo: é necessário cobrar mais impostos de sites pornográficos e sites de bets. Com relação as bets é preciso colocar a regra de que: se alguém usar bolsa família no tigrinho terá seu benefício suspenso por 180 dias.
Ainda sobre taxar o pecado, as tecnoputas “criadoras de conteúdo adulto” devem receber um imposto grande. Entenda minha querida: se você quiser mostrar as tetas para ganhar dinheiro você pode sim, mas precisa dar uma das suas tetas para o governo (50% de imposto adicional).
Esses exemplos podem ser estendidos para outros tipos de pecados. Você não deve proibir alguém de pecar, isso não funciona. O que você pode fazer é deixar o pecado mais custoso para essas pessoas para assim desestimular o pecado, assim como foi feito com o cigarro.
Mais um exemplo adicional: se uma plataforma hospeda músicas que estimulam a morte de policiais essa plataforma deve pagar mais imposto também. Existem inúmeros exemplos, não faltam pecadores no Brasil.
Propomos a ressignificação do imposto do pecado.
Cultura: o Brasil na terceira margem do rio
Existe um interesse de setores intelectuais brasileiros de esquerda de alinharem o Brasil com o bloco sino-soviético. Esse interesse vem uma base intelectual que inclui uma série de termos como: terceiro mundismo, pensamento decolonialista, o sul global (BRICS), a luta anti-imperialista, etc, etc, etc. Essa cultura levou o Brasil a um afastamento do ocidente europeu e americano (muito por culpa da USP) e uma aproximação com a China e a Rússia. Essa aproximação chinesa é o que vai intensificar o processo de desindustrialização brasileira. Essa é a primeira margem do rio.
Junto a isso, recentemente, infiltrou-se na direita nacional um grupo ideológico liberal-conservador, que busca alinhar o Brasil dentro de uma cosmovisão angloxasônica, que nada tem a ver com o Brasil. Essa cultura americanista propaga-se majoritariamente fora da academia, dentro da infosfera nacional, que é comandada pelo americano através de mecanismos de guerra de quinta geração. É preciso ter muito cuidado ao importar ideias americanas, pois nem todas elas são boas. Recentemente um determinado grupo de direita tem tentado introduzir no Brasil ideias de NRX, que já comentamos aqui no nosso Substack. Isso precisa ser evitado. Essa é a segunda margem do rio, em termos culturais.
Essas duas formas de cultura (terceiro mundismo vs americanismo) causam problemas e precisam ser analisadas de um ponto de vista crítico. Crítico não no sentido de teoria crítica, crítico mais no sentido de ver a coisa meio com um pé atrás. Um bom critério para se algo é bom culturalmente ou não é se esse algo atende aos interesses nacionais. Se você pegar esse critério você vai notar que nem uma das margens do rio são boas de estar, é necessário então buscar a terceira margem do rio, que é o interesse nacional.
A sociedade e a corrupção
Com relação a questão da corrupção muito foi tentado nos últimos vinte anos. Isso por si só é algo positivo pois é possível estudar experiências que deram certo e experiências que deram errado. A esquerda, em seu discurso esotérico, tende a não ver a corrupção como um problema, mas sim como um meio para adquirir mais poder. A consequência dessa corrupção de esquerda é o enfraquecimento da capacidade do país de operar. Quanto mais corrupto é um país mais difícil é de ele progredir até um ponto onde o país trava.
Com relação as medidas que podem ser adotas a primeira é a questão da transparência. A corrupção funciona de um modo escondido, nas trevas, na escuridão. Ao trazer transparência na máquina pública as coisas são iluminadas e fica muito mais difícil de roubar o estado. Em toda a situação que seja possível exercer a transparência essa transparência deve ser exercida e isso pode ser feito através da tecnologia.
Deveria ser possível para o cidadão rastrear de onde veio todo o dinheiro que é utilizado. Isso vale para esferas mais básicas como prefeituras quanto a nível federal. Se o estado resolveu comprar uma caixa de prego o cidadão deve poder saber de onde veio o dinheiro, quem decidiu comprar os pregos, de quem foi comprado os pregos e toda a cadeia intermediária incluindo a licitação de compra. Naquilo que o estado puder ser transparente ele deve ser.
Ademais, é preciso dizer que os problemas de corrupção do Brasil devem ser resolvidos no Brasil. Durante a época da operação lava jato cogitou-se submeter o brasil a um tribunal internacional anti corrupção, o que é errado. O Brasil tem capacidade, aos poucos, de ir arrumando a máquina para que ela vá ficando cada vez menos corrupta. Não precisamos de outros países decidindo o que nós temos que fazer para sermos menos corruptos, isso é uma questão local.
Não só é uma questão local como é uma questão cultural. É preciso que se mude a cultura da malandragem e isso pode ser feito com o imposto do pecado. A luta contra a corrupção é uma luta constante de longo prazo, mas o Brasil tem tido avanços aos poucos. O Brasil de hoje é muito menos corrupto do que o Brasil de vinte anos atrás. Se conseguirmos seguir nessa linha daqui há vinte anos estaremos melhores ainda. Com relação a essa questão da corrupção é preciso entender que é uma luta difícil mas que não devemos desistir, pois é uma luta que vale a pena.
A questão da honestidade e a luta contra a corrupção é uma luta na qual a direita tende a ter vantagem com relação à esquerda e essa pauta deve estar em todas as campanhas da direita possível. No atual momento histórico talvez o que defina a direita brasileira sejam dois principais fatores: a pauta da segurança e a luta contra a corrupção e em prol da moralidade.
Relações Internacionais
Linhas gerais: a desglobalização
O mundo está passando por um processo de transição de uma era ideológica globalizada para uma era pragmática regionalista. Esse processo de desglobalização está ocorrendo aos poucos lentamente e esse mundo pode trazer boas oportunidades ao Brasil, mas também grandes desafios. Aqui cabe falar um pouco sobre teoria dos jogos dentro da geopolítica.
Cada país tem suas cartas na mão. Uns tem umas cartas muito boas, outros tem umas cartas mais ou menos (Brasil), e uns tem umas cartas muito ruins. O movimento de cada jogador depende de como o outro vai jogar, o que faz com que a geopolítica seja muito mais dinâmica. O Brasil deve buscar se adaptar constantemente a cada jogada feita o mais rápido possível e ver o que pode ou não ser feito em prol do Brasil, é o que chamamos de crescimento de oportunidade em zonas cinzentas.
Vamos a um exemplo para ficar mais claro do que é uma zona cinzenta.
A guerra da Ucrânia fez com que a Europa precisasse de novas fontes de energia. Junto a isso, a guerra da Ucrânia fez com que a Rússia produzisse menos petróleo. Também, por causa da guerra da Ucrânia, a Venezuela caiu.
Isso tudo gera um buraco nos mercados de petróleo global. Quem vai suprir esses mercados? Ninguém sabe. Não há uma regra preto no branco sobre quem vai suprir esse mercado, o que se tem é uma zona cinzenta.
É precisamente nesse tipo de área que o Brasil deve buscar atuar para ganhar novos mercados, nem que seja uma parcela desses mercados.
Cada movimento dos jogadores que acabar por gerar uma nova zona cinzenta o Brasil deve buscar disputar esses espaços. É assim que é possível crescer entre fraturas de grandes potências. Onde há uma divisão, uma incerteza ali há uma boa oportunidade para o Brasil.
Esse é um dos modos de viver no novo mundo, o outro modo é a Ucrânia. Cabe ao Brasil escolher o que quer ser.
Resumo das linhas gerais: foco em dinamismo, adaptação a novos cenários e captura de zonas cinzentas sempre que possível, minimizando sempre o risco e maximizando resultados.
Estados Unidos da América
É importante não se indispor muito com os EUA. Não adianta meter o louco para cima do americano, o Brasil não tem como bater de frente com os EUA. Essa é a realidade, você goste dela ou não. Diante desse fato (isso não é uma opinião) recomenda-se cautela nas relações internacionais com os EUA. Exercer cautela nesse caso incluí:
Não tentar acabar com o padrão dólar.
Não tentar comprar briga com Israel.
Não financiar direta ou indiretamente a Rússia ou iniciativas contra a OTAN.
Não defender ditadores bananeiros e narco traficantes.
Não dizer que o presidente dos EUA é louco e é o retorno do Hitler.
Os EUA podem ameaçar o Brasil de múltiplos modos diferentes e, no setor do agro, ele é nosso concorrente direto. Mas a principal preocupação com relação aos EUA é a capacidade que eles tem de influenciar na política nacional, através de mecanismos de guerra informacional pelo controle dos algoritmos de redes sociais.
Ademais, tem a questão de que os EUA podem estar no comando da polícia federal do Brasil. Essa é uma especulação, não é necessariamente um fato.
Não é hora de tentar qualquer rompimento radical com os EUA. Esse rompimento só será possível caso os EUA enfraqueçam muito, o que não é o caso. Não há momento histórico favorável para rompimento com o americano, e nem sabemos se isso seria bom. Ademais, o espírito da época latino americano é um espírito de alinhamento com os EUA e o declínio da esquerda.
CHINA
O Brasil não deve ter uma postura hostil com a China. Entretanto existe uma verdade inconveniente que poucas pessoas dizem sobre a relação Brasil/China:
Enquanto o Brasil continuar comprando da indústria chinesa o Brasil nunca desenvolverá a sua indústria.
Nós vendemos comida para eles e eles nos vendem produtos industriais. É o novo tratado de methuen. Essa relação é benéfica para os dois países, mas é muito mais benéfica para o chinês. Essa assimetria nas relações comerciais é a estratégia de guerra econômica chinesa, uma vez que ela para o desenvolvimento industrial do Brasil, e gera uma dependência econômica do Brasil com relação a China.
(Contar do exemplo do setor de calçados.)
Diante disso, recomenda-se criar cotas máximas para comprar do chinês. Exatamente como eles fizeram esse ano com relação ao agro brasileiro, e assim como a europa fez com o tratado Mercosul-UE. Todos os países do mundo estão passando a trabalhar com cotas e o Brasil deveria seguir esse rumo. A nova prática econômica desglobalizada demanda que, por questões de segurança nacional, se tenha uma proteção contra essa dependência econômica.
Isso não quer dizer que o Brasil deve sair brigando com o chinês. É preciso ter uma postura responsável. Contudo, é necessário parar de comprar tanto do chinês.
A China hoje é o principal adversário para o desenvolvimento de uma indústria simples no Brasil. Enquanto o Brasil continuar comprando do chinês ele vai continuar sem indústria e dependente… e é exatamente isso que o chinês deseja.
EUROPA
Sobre o acordo Mercosul-UE:
SE (condicional) ele sair pode vir a ser (contingência) benéfico ao Brasil e ao europeu. Isso porque o Brasil e a Europa são países com deficiências que podem se complementar em um acordo. O Brasil pode ganhar mercados no agronegócio e até mesmo ajudar a substituir a Rússia nos mercados de energia. Isso inclusive ficou ainda mais viável recentemente com a questão da margem equatorial, que é muito próxima da Europa. Com certeza é muito melhor para o Europeu comprar energia do Brasil do que comprar do russo e financiar indiretamente a guerra da Ucrânia.
Por outro lado, a Europa ganha também ao vender produtos de alta tecnologia com alto valor agregado, que o Brasil não produz (como carros e fármacos). Esse acordo parece um jogo de soma positiva para ambos os lados, e talvez mais positiva para o Brasil, o que gera uma assimetria interessante. Entretanto, é preciso cuidar para não fazer um novo tratado de methuen.
Importante ressaltar que o acordo BR-UE inviabiliza o Brasil de desenvolver uma indústria de ponta, reduzindo o Brasil a apenas, talvez, um país com uma indústria básica. Essa indústria básica o Europeu não produz pois compra tudo da China. Se o Brasil conseguir substituir o chinês na indústria de base seria também interessante.
Isso SE o acordo sair.
Proximidades culturais UE
O problema de uma aproximação com a Europa é que junto com a economia vem a cultura. Uma aproximação com a Europa representaria uma virada do Brasil para um lado que leva a mais censura e perseguição política a direita. A não ser claro, que a direita europeia vença o estamento burocrático europeu, o que não parece ser o caso.
Do lado do Brasil a situação também é bastante complicada. Durante o governo da direita brasileira, o nosso governo ficou ofendendo os europeus e seus líderes gratuitamente. Foi engraçado? Foi. Mas foi desnecessário. Do lado da esquerda o governo Lula tem uma subserviência e incapacidade de ser crítico com o europeu, todos lembram da relação Lula/Macron.
MUNDO ÁRABE
O Brasil possui ligações históricas com mundo árabe a se perder no tempo. Se você levar em conta a relação Portugal/Árabes essa relação existe há séculos, relação essa que inclui inclusive áreas como matemática e astronomia, fundamentais para a descoberta do Brasil em 1500. Não há razão para ter inimizades com o mundo árabe e as relações comerciais têm sido muito positivas para o Brasil.
(O Brasil possui uma herança talvez mais Faustiana do que mágica em seu espírito, mas há sim uma parte mágica.)
Árabes e Israel
O Brasil deve manter-se na sua posição original tradicional com relação aos conflitos árabes-israelenses. Em 1947 o diplomata brasileiro Oswaldo Aranha, na ONU, ajudou a fundar o estado de Israel e dar gênese à solução de dois estados. O Brasil deve seguir por essa linha nessa questão.
Existe uma direita que quer se afastar dessa solução de dois estados por ter um alinhamento automático com Israel, isso não está certo. Do lado da esquerda existe uma parcela que não quer a solução de dois estados também, por estarem ideologicamente comprometidos contra o estado de Israel, o que também é errado.
O Brasil deve tentar, na medida do possível, trabalhar para uma solução de dois estados. Uma hora ou outra aquele povo lá vai ter que se entender.
Na relação Israel-Árabes o Brasil deve buscar o pragmatismo e deve buscar não ter inimizade com nenhum dos lados. Não devemos ter inimizade com os árabes pois podemos perder divisas comerciais, e nem com Israel para não ter o Mossad matando brasileiros sem necessidade. Ademais, mexer com Israel é mexer com os EUA e, conforme dissemos, é preciso botar panos quentes na relação BR/EUA.
RÚSSIA
A Rússia é um país distante do Brasil e, muito dificilmente, eles irão fazer algo para ajudar o Brasil caso o Brasil precise. Nós não somos uma prioridade para a Rússia. Entretanto, a Rússia tem muitas coisas interessantes, principalmente no que diz respeito à tecnologias militares. Infelizmente o governo Lula cortou a Rússia de todas as negociações sobre fornecimento de armas ao Brasil. O Brasil poderia ter caças bons da Sukhoi, mas Lula preferiu a coleira tecnológica do Gripen.
É importante manter boas relações com a Rússia em virtude do fato de que a Rússia pode ajudar o Brasil diplomaticamente com vetos importantes. Enquanto o multilateralismo existir os vetos da Rússia são importantes.
É preciso, contudo, tomar cuidado com a máquina de desinformação Russa no Brasil, que tenta manipular os brasileiros a pensar que o interesse da Rússia é o interesse do Brasil. Em alguns casos pode até ser, mas nem sempre é assim.
AMÉRICA ESPANHOLA
A relação do Brasil com a américa espanhola teve alguns jogos de soma positiva no passado (tríplice aliança), mas teve também pontos negativos significantes, que costumam ser ignorados pela esquerda, por razões óbvias (gasoduto Brasil-Bolívia). O que propomos é que o Brasil pare de investir dinheiro na américa espanhola e volte seus investimentos para o Brasil.
O Brasil precisa parar de ter seu dinheiro drenado para sustentar ditaduras terceiro mundistas na América Latina e na África. Contudo, isso não quer dizer que não devemos negociar com esses países, devemos continuar negociando. Só que as coisas precisam ser diferentes.
Não é o Brasil que tem que investir na américa espanhola, é a américa espanhola que tem que investir no Brasil.
O Brasil cumpre contratos. O Brasil não dá calote. O Brasil não nacionaliza ativos de outros países. O Brasil não tem hiperinflação. O Brasil é estável. De todos os países da américa latina o Brasil talvez seja um dos países mais confiáveis de você investir pensando no longo prazo. Não é o Brasil que tem que investir na américa espanhola, são os países da américa espanhola que, pensando no seu bem, devem investir no Brasil.
O Brasil não deve ter uma postura hostil à américa espanhola, mas deve ter uma postura diferente da que tivemos até então. Devemos fortalecer o Mercosul, pois ele beneficia todos do grupo e devemos ter um olhar atento ao Uruguai, pois eles estão querendo ampliar negociações comerciais com a China de um modo imprudente. O povo uruguaio não sabe o que é guerra econômica e conflitos assimétricos, sendo bastante vulnerável a esse tipo de ataque.
ÁFRICA

África é um continente muito instável e muito difícil de manter uma posição econômica sem ter que gastar um monte com militarismo. É uma pena pois é um lugar relativamente próximo do Brasil, muitas trocas comerciais poderiam ter sido feitas. O Brasil no passado investiu em poços de petróleo no oeste da África, em alto mar. Contudo, infelizmente muito desse dinheiro foi desviado para montar esquemas de corrupção para gerar apoio interno no Brasil (Petrolão), o que acabou por gerar muitos problemas aqui. Talvez teria sido melhor para o Brasil que aqueles investimentos não tivessem sido feitos na África.
Considerações Finais
Cabe aqui nas considerações finais apresentar alguns pontos com relação as eleições. Eis alguns pontos que a direita pode ter vantagem com relação à esquerda no processo eleitoral de 2026.
A direita tem vontade de resolver os problemas de segurança pública, já a esquerda não possui resposta para essa questão. Toda oportunidade eleitoral que a direita possa jogar essa pauta contra a esquerda deve ser aproveitada. Inclusive porque, segundo pesquisas, a segurança pública é a principal preocupação dos brasileiros.
A direita é menos corrupta que a esquerda. Existe um grande histórico de corrupção nos governos de esquerda nacional. Mensalão, petrolão, INSS, Banco Master etc. A corrupção importa ao brasileiro, pois muitos brasileiros são dinheiristas, ou seja, só se importam com dinheiro. Se a direita mostrar e bater nessa questão de corrupção muitos votos podem ser convertidos, principalmente do centro.
A direita quer cobrar menos impostos que a esquerda. Aqui se relaciona também com o dinheirismo. A direita pode usar o grande número de impostos criados pela esquerda para capitalizar eleitoralmente em cima, afinal ninguém gosta de pagar impostos. Com relação a essa pauta a esquerda não tem como se defender também.
Uma boa plataforma de direita pode aproveitar essas três áreas: segurança pública, combate à corrupção e menos impostos. Esses são os principais pontos de vulnerabilidade da esquerda, no sentido de que eles não possuem resposta satisfatória para essas áreas. O que força eles a ficar na defensiva.
Outro ponto de vantagem é a questão da liberdade de expressão. A direita não apoia a censura (de um modo geral) e a esquerda está com essa pauta, que é bastante impopular. Entretanto, é preciso que a direita cuide para não defender a liberdade de expressão de um modo absoluto, pois isso pode colocar a direita como negligente com relação a segurança de crianças vulneráveis. Essa questão da pauta da liberdade de expressão precisa ser tratada de um modo bem cuidadoso.
(A direita também possui pontos de vulnerabilidade, que não comentaremos aqui, pois alguém da esquerda pode estar lendo esse artigo.)
https://www.washingtonpost.com/magazine/2022/01/04/jd-vance-hillbilly-elegy-radicalization/





























Mestre, não irá mais gravar com o Hernani? Tenho falta do terça filosófica
Também tenho sentido falta da história "o despertar" já li 2 vezes a história da república popular democrática do Newman jkkkkkkk
Homero, excelente texto. Meus 2 centavos sobre alguns pontos:
1. Descordo fortemente da parte da "verticalização imobiliária". As cidades já são fábricas de degeneração e espremer mais pessoas nelas não é o caminho. Entendo que o correto seria o Estado promover uma maior interiorização, incentivando a migração, criando infraestrutura, permitindo novos investimentos em áreas ainda não ocupadas. O Brasil é muito grande, tem muita terra disponível e não justifica concentrar todo mundo próximo ao litoral (como é hoje).
2. Sobre a iniciativa de ampliação da vigilância eu acho extremamente temerário. Sempre esses instrumentos tecnológicos acabam pervertidos por governos totalitários para subjugar cada vez mais a população. É entregar para o Estado a corda que ele vai utilizar depois para enforcar o povo.
3. Sobre a punição, entendo que já temos diversas e duras leis; o problema é a implementação de fato. O que mais se vê é bandido saindo em audiência de custódia, homicida livre com 1/6 da pena, etc. O correto era o cumprimento integral, em regime fechado, sem "saidinha" ou "visita íntima". Sabia que temos mais de 300mil mandatos de prisão em aberto no Brasil? Para isso precisamos de mais cadeias e uma Justiça menos leniente.
4. Sobre a Defesa Nacional, não consigo visualizar nossas FFAA se movendo em direção a essa fabricação massiva de drones, em detrimento a doutrina atual altamente hierarquizada. Penso que deveríamos estudar um modelo suíço, onde que fato os reservistas tenham armas e treinamento, e a população seja de fato um pilar da Defesa (aí incluindo a fabricação e manipulação dos drones). Infelizmente no BR o povo é tratado como inimigo, por isso é desarmado e tornado servo do establishment (vide carga tributária de quase 50%).
5. Já tinha comentado em outro texto sobre a experiência desastrada do BR com armamento russo. Os helicópteros AH-1 Sabre foram aposentados com poucos anos de uso por falta de peças. Se estivéssemos escolhido o Sukhoi, provavelmente nem estaríamos recebendo nada, pois a produção está concentrada para atender a Guerra da Ucrânia. Não acho que teríamos um programa de transferência de tecnologia melhor, mais amplo, que envolvesse fabricar as turbinas, etc (até porque a FAB nunca se preocupou com isso, poderia ter incluído as turbinas da Volvo na história do Gripen).
6. Por fim, acredito que o Plano de Governo deveria incluir alguma iniciativa para fortalecimento das famílias e comunidades, fortalecendo o princípio da subsidiariedade. Talvez incentivo a escolas e creches comunitárias (sem centralização para o MEC), isenção fiscal maior para pessoas casadas e com filhos, etc. Essa pauta é associada com a Direita e fundamental para uma sociedade saudável.