Resenha final sobre a copa do mundo de 2026
Considerações póstumas sobre o melhor evento de 2026.
VERSÃO EM VÍDEO:
Resumo: A copa do mundo terminou no domingo passado, dia 19/07/2026. Cabe agora fazermos o vôo da coruja hegeliana, para analisarmos a copa de um modo mais completo agora que ela já terminou. Nesse texto iremos fazer uma breve recapitulação da história do Brasil nas copas e tentar entender o que deu errado com o Brasil nessa copa, que resultou na Espanha como grande campeã e o Brasil sendo eliminado logo nas oitavas.
Palavras-Chave: Brasil. Copa do Mundo de 2026. Futebol.
A história do Brasil nas copas
A primeira copa do mundo que o Brasil venceu foi na Suécia, em 1958. O adversário final foi a própria Suécia e o placar foi 5 a 2.
O que eu me lembro dessa copa? Nada. Diz a história que o Pelé jogou muito nessa copa. Na época ele tinha 17 anos e eu estava muito longe ainda de ter nascido.
Todos os jogadores que conquistaram o título em 1958 já se foram, o último, salvo engano, foi o Zagallo, que faleceu recentemente.
A segunda copa que o Brasil venceu foi a copa de 1962, no Chile, onde garrincha jogou muito e carregou o time. Nessa copa Pelé estava machucado, ele se machucou logo no começo. Foi 3 a 1 contra a Tchecoslováquia, que é um país que nem existe mais, que hoje é a república Tcheca e a Eslováquia.
Com relação a essa segunda copa eu também não tenho grandes memórias afetivas. A mesma coisa vale para a próxima copa que o Brasil venceu, em 1970, no México, foi um 4 a 1 contra a Itália. Essa copa consagrou Pelé como o maior jogador de futebol de todos os tempos. Nenhum outro jogador no mundo conseguiu vencer três copas do mundo como atleta. Nem maradona, nem Messi, nem Cristiano Ronaldo.
O Pelé teve também um feito digno de nota, ele teve um relacionamento com a Xuxa Meneghel, que era considerada uma das mulheres mais bonitas do Brasil na época.
Na foto abaixo temos Xuxa e Pelé na França curtindo a vida.
Já nessa outra foto abaixo temos Xuxa e Pelé nos Estados Unidos. Essa última foto não temos certeza se é real ou se é inteligência artificial. Isso porque aqueles prédios gêmeos e grandes lá não existem. Confira no Google Maps, eles não estão lá, o que indica que essa foto é fake.
Mas voltando às copas.
Depois o Brasil passou um grande intervalo sem ganhar nada. Do tri campeonato de 1970 o Brasil só foi ganhar novamente a copa 24 anos depois, na copa de 1994. A final foi novamente contra a Itália e o Brasil ganhou nos penaltis por 3 a 2.
Essa copa eu lembro de alguma coisa, mas eu era muito novo na época. Eu lembro que foi bonito.
O momento mais marcante da história dessa copa foi a defesa do Taffarel em uma narração emocionante feita por Galvão Bueno, que era um narrador que eu detestava e hoje eu acho ele muito bom.
Depois, a última copa que o Brasil ganhou foi em 2002. Essa copa foi em dois países, no Japão e na Coreia do Sul. O Brasil jogou a final contra a Alemanha e fez 2 a 0. Essa copa eu me lembro de tudo, e foi incrível.
A cena do Cafu levantando a taça foi talvez o momento mais feliz da história recente do Brasil, registrado em vídeo. O brilho no olhar e o sorriso do Cafu ao levantar a taça representou a felicidade legítima de uma nação inteira. O vídeo do Cafu levantando a taça é realmente algo muito bonito, inspirador e solar.
De lá para cá, nunca nenhum outro time venceu cinco copas do mundo. O Brasil vencia tudo naquela época e até o próprio Brasil parecia que estava dando certo. É uma pena que hoje em dia o Brasil não ganhe mais nada e que para um jovem de 20 anos o Ronaldinho Gaúcho signifique só um meme do “rolê aleatório” e o Ronaldo Fenômeno seja só um cara fazendo propaganda na TV. Só quem viu sabe o quanto esses caras jogavam.
O que deu errado com o futebol brasileiro?
O futebol brasileiro nessa copa foi horrível. A impressão que eu tive ao assistir os jogos foi que alguns times brasileiros da série A conseguiriam ou vencer ou jogar de igual para a igual com a seleção brasileira. Pense no caso de grandes times como o Flamengo ou o Palmeiras dos dias atuais.
Esse desempenho pífio da seleção brasileira não vem do nada, ele é resultado de uma mudança espiritual do futebol brasileiro. Antigamente a seleção queria muito vencer, mas hoje em dia parece que os jogadores não se importam tanto com a vitória.
Talvez uma das causas dessa mudança é que hoje se ganha muito mais dinheiro com futebol do que antigamente. Houve uma super financeirização do futebol e hoje, dependendo do caso, um jogador que jogue um ano em um time grande, qualquer que seja, já estará com a vida feita. Isso prejudica muito o jogador, é quase como se matasse o espírito guerreiro necessário ao futebol.
Esse fenômeno dos jogadores jogando querendo mesmo ganhar ocorre bastante na série B. Na série B do futebol é raro ter jogadores com a vida ganha, e, por isso, os caras dão a vida em cada partida, muito mais do que na série A.
Esse esforço todo ocorre na esperança de subir e ser contratado por um time série A. Ou seja, a vontade de vencer vem muito da consciência de que a desistência vai levar aquele jogador à pobreza. Se o jogador já está com a vida ganha então tanto faz vencer ou não, o dele já está garantido.
Infelizmente hoje em dia não é possível mais assistir jogos da série B por causa da hiperpolitização do futebol, que fez com que os jogos da série B da TV aberta fossem substituídos pelo futebol feminino. Hoje em dia, por causa do futebol feminino empurrado goela abaixo das pessoas, só é possível acompanhar a série B através de uma assinatura paga. E, quando você for lá assistir, vai ter uma mulher narrando goste você ou não. Isso porque…
Não é questão de você gostar ou não de futebol feminino.
Não é questão de você gostar ou não das narradoras.
Não é questão de haver ou não demanda de pessoas querendo ver futebol feminino.
É sobre te empurrar uma agenda política de controle social através de símbolos nacionais e, o futebol, maior símbolo nacional brasileiro, não iria ficar de fora dessa influência maligna.
Mas voltando.
Junto a essa financeirização, que diminui em muito a vontade de vencer, existe a questão da lunarização espiritual dos jogadores, que faz com que os jogadores tenham um interesse muito grande pela estética.
Isso é possível de ser visto (afinal é estético) na grande quantidade de tatuagens que os jogadores do Brasil fazem. Não que fazer tatuagens seja algo moralmente errado, é importante não ver essa questão de um modo preconceituoso. Existem boas pessoas tatuadas e más pessoas sem tatuagens, a vida não é tão simples assim.
Entretanto, a tatuagem é sim um demonstrativo de que a pessoa se importa com sua aparência a ponto de querer deixar sua aparência melhor (na visão dela) pagando alguém para pintar a sua pele.
Esse era o Ronaldão em 2002, zero tatuagens, a única marca estética era o cabelo cascão.
Esse é o neymar:
Do mesmo modo podemos ver essa mudança estética até mesmo nos goleiros. Veja, por exemplo, o goleiro Alisson: full looksmaxxing.
Agora compare com a aparência de Alisson com o goleiro campeão mundial Taffarel. Taffarel é um gringo do interior do rio grande do sul, natural de santa rosa, com a cara meio torta, com os braços desnecessariamente grandes e calvo grau 3 na escala Norwood-Hamilton.
Não existia naquela época nem muito dinheiro e nem muita estética envolvida, o que tinha era uma seleção de uns caras bons, que queriam vencer e que amavam o Brasil.
Talvez se o ronaldão ou o Taffarel fossem novos hoje e jogassem nos grandes clubes eles talvez também estariam no looksmaxxing. Talvez o ronaldão tivesse forrado braços e pernas com tatuagens, e talvez o Taffarel já teria feito um implante capilar FUE ou FUT. Talvez sejamos todos influenciados pela nossa época, vai saber.
Mas o que cabe aqui nesse artigo é mostrar que o espírito mudou, o espírito é outro, parece que a vontade de vencer foi apagada aos poucos pelo dinheiro e/ou pela estética. Isso talvez explique porque nós nunca mais ganhamos nada, porque nós mudamos como seleção.
Existe algo que se mantêm na seleção brasileira?
Para não dizer que está tudo perdido, é preciso dizer que há algo que se mantêm e que ainda resiste a morrer dentro da seleção brasileira, que é o talento individual.

Não importa o que aconteça, não importa qual ano seja, se é a década de 50, 60, 70 ou nos anos 2000, o Brasil sempre tem bons jogadores e continuará tendo bons jogadores. A questão do problema da seleção brasileira talvez não seja o material humano.
Talvez o que tenha acontecido é que o meta do futebol mudou para algo menos voltando ao dibrismo cultural para algo mais voltado a um jogo em equipes, focado em troca de passes.
Mas se o meta muda é importante que o Brasil consiga se adaptar ao novo meta. Temos bons jogadores, mas eles necessitam adaptar seus talentos individuais de um modo que eles consigam se adaptar às mudanças no futebol contemporâneo.
Lembra daquela metáfora do barco no episódio passado? É mais ou menos assim também com o futebol brasileiro. Não é um caso perdido, o Brasil tem sim como voltar a ser campeão mundial novamente.
Supondo aqui que o mundo continue existindo em 2030, que não sejamos destruídos por um apocalipse nuclear da terceira guerra mundial, então podemos chegar em 2030 com um time muito melhor e capazes de conquistar o hexa.
Ainda há tempo, e ainda há esperança.
Considerações finais: deus é bom e justo
Para fins de registro histórico.
Na copa do ano de 2026 existiram quatro times disputando nas semifinais. A Espanha, a Inglaterra, a Argentina e a França.
A Espanha jogou contra a França e venceu.
Até aí já estava bom, pois a França estava fora da final. Eu estava torcendo contra a França porque eu não gosto do que a seleção da França representa. A seleção da França é muito moralizadora, no sentido de querer te passar uma mensagem ao vencer. Bem feito que perderam. Já me dei por satisfeito aí.
Mas seguindo.
A Argentina venceu a Inglaterra e foi para a final com a Espanha, e isso fez com que a França jogasse com a Inglaterra para disputar o terceiro lugar.
E a França perdeu novamente, ficando em quarto lugar. Bem feito.
Com relação a final, eu estava torcendo contra a Argentina porque eu não queria que eles virassem tetra campeões, pois poderiam empatar com o Brasil em 2030, o que é algo perigoso.
E, deu Espanha. 1 a 0. Obrigado Deus.
Deus, além de ser o senhor do tempo, do espaço, da matéria, do reino dos números, da lógica, de todas as dimensões possíveis cognoscíveis e incognoscíveis é bom e justo.
E por ele ser bom a França e a Argentina se lascaram. E por ele ser justo a Espanha, que realmente jogou melhor que todos os outros times, venceu a copa. Parabéns aos espanhóis.
Ainda que eu não goste muito da américa espanhola, a Espanha em si não é um país tão desgraçado (no sentido de ainda ter um pouco de graça divina). Venceu o país menos desgraçado dos quatro que estavam competindo. O que demonstra claramente a existência, a bondade e a justiça infinita de Deus no reino dos homens.
Obrigado Deus.






















Eu a princípio faria três modificações no futebol nacional. Aplicaria a lei de passe antiga para atletas até 23 anos , e após essa idade aplicaria a lei Pelé normalmente. O jogador iria ter um pouco mais de identificação com o futebol nacional e iria tirar um pouco do poder dos empresários e voltaria a ser dos clubes.
E outra seria voltar o calendário nacional dos anos 90 com campeonato brasileiro no estilo mata-mata reduzindo o calendário e dando tempo para a recuperação dos jogadores e Fortalecendo o futebol regional e assim revelando mais jogadores.
Primeiro semestre campeonatos regionais e depois mata-mata.
E nas divisões inferiores da série b para baixo todos os atletas e clubes são obrigados a usar matérias esportivos nacionais bolas/chuteiras/caneleira etc .
Para ressurgir um pouco da indústria que ainda resta .
Agora sendo sincero acho que estas modificações não seriam adotadas afinal todas os grandes empresários de jogadores e os presidentes das grandes marcas esportivas fazem parte da tribo "deles" a única democracia do oriente médio.
Não acho essa justificativa dada boa. Pois os jogadores das outras seleções também sofrem a mesma lunarização cultural.
Creio que seja algo estratégico, o futebol individualista - característica principal do futebol brasileiro - está sendo esmagado. Não temos bons meio-campistas há muitos anos, e as seleções campeãs possuem um forte meio campo. Quando não possuem, compensam com um futebol extremamente voluntarista, caso da Argentina. Isso não é inócuo, é no meio campo onde ocorre o processo de coesão do sistema de jogo, onde os componentes da equipe se integram. É necessário uma reflexão sobre como desenvolver um sistema coletivo no futebol brasileiro, mas sem perder aquela “essência garrincheira”.
Antigamente essa coletivação era mais simples, porque, como destacado por você, o jogador brasileiro não tinha a vida ganha, então o trabalho em equipe se impunha como uma obrigação de “vida ou morte”. Todavia, hoje não existe mais essa urgência. No fim das contas concordei com você. Bom artigo!