28 Comentários
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Avatar de Macêdo

Homero, creio que tudo isso irá acabar em acordão, principalmente se a f. lima sentir que vai vir quebra do swift. Ao contrário do que os direitistas vivem dizendo por aí, que seremos a nova venezuela e etc, o Lula não tem apoio massivo do generalato, e ainda por cima, muito, mas muito menos ainda das polícias estaduais e prf, fora as facções dentro da pf que são contrárias a isso, e por fim as elites rurais e urbanas do centro sul que já cansaram dele e do pt.

A juristocracia tem força sim, mas enquanto burocratas, como força pública são uma negação genuína, e ninguém dá golpe sem braço armado, endosso das oligarquias e apelo popular(artificial ou não).

Abç e a paz de Cristo !

Avatar de Kraid

Macêdo, vou comentar o mesmo que comentei no vídeo do nosso amigo "Homeril Intankavel" em que ele reage a declaração do Conde Michel. O Homeril aposta num acordo, pois ele prefere apostar numa ação racional ao invés de acreditar numa resposta "emocionada" do governo, mesmo ele deixando a ressalva que respostas emocionadas acontecem também, como no caso da Rússia. Eu só acho que o pessoal está confundindo uma coisa que pra mim pelo menos parece óbvia, os interesses do governo não são a mesma coisa que os interesses do Brasil, quando o Homeril diz que o governo deve tomar a medida mais racional, eu pergunto "tá, mas a medida racional tendo em vista os interesses de quem? Do Brasil ou do PT?" Já lhe ocorreu que talvez pensando em termos de estratégia bem no estilo maquiavélico mesmo, a atitude "correta" seja mesmo fechar o regime e venezuelar esse país? Talvez essa seja a ação mais racional, pois o petismo só enfraquece e eles não terão uma oportunidade como essa novamente.

Sendo assim meu amigo Macêdo, eu também acredito que eles vão negociar, pois acho que eles não tem apoio pra fechar o regime, mas eu não me surpreenderia se eles fecharem o regime não, eu não acredito, mas também não dúvido.

Avatar de Macêdo

Sim, faz total sentido. Um dia desses eu me peguei pensando que até os sindicatos nos Estados unidos têm mais força de barganha do que os daqui, que só sobrevivem por moedas do governo e ajuda mesmo.

Como disseste, eles podem ir para o all-in, e o diabo é quem duvida desses doidos, mas eu não faço ideia se eles terão força para manter isso, pois o poder aqui no país é muito pulverizado geograficamente. Tipo o João Goulart já querendo dar um golpe, mas muito fraco para fazer acontecer(Uma ironia que a história seja cíclica desse jeito).

Avatar de Neto

Excelente analise feita por profissionais. Quero agradecer a indicação de O tempo e o vento, estou indo para o ultimo livro O arquipélago, realmente Veríssimo é diferenciado.

Avatar de Marcos Paulo Candeloro

O truque de Varys não é uma alternativa à violência; é o manual de instruções para controlar a violência sem ter de usá-la a toda hora, o guia definitivo para a autocastração consentida da sociedade.

https://open.substack.com/pub/candeloro/p/o-eunuco-o-anao-e-a-espada?r=zvhi&utm_campaign=post&utm_medium=web&showWelcomeOnShare=true

Avatar de Ocaramuru

Se acontecer acordo, como seria? O retorno dos bolsonaristas significaria remoção do Brasil ao BRICS?

Não ponho mais fé no BRICS, talvez mais pra frente surgirá outro bloco, quando os EUA estiver mais enfraquecido. O BRICS não é a Santa Aliança do seculo XXI

Qual tua opnião acerca da aproximação da Venezuela com os EUA, eles nos taxaram.

Avatar de Jonatha Alencar

Olá Homero, comecei a acompanhar seu canal no início do ano por indicação do Tiago SacudoRema e já maratonei boa parte dos seus textos e vídeos. Em relação ao seu artigo atual, tenho algumas indagações sobre algumas partes. A primeira diz respeito do trecho de Santo Agostinho sobre a queda do Império Romano e o declínio do Ocidente medieval. É verdade que, mesmo com a queda do maior império ocidental da época (no caso, Roma), o Ocidente ainda sobreviveu as tribulações. No entanto, de uma perspectiva histórica, o Ocidente entrou em um período de letargia durante esse tempo, sofrendo inúmeras turbulências políticas e sociais que levaram anos para se resolverem, a ponto de civilizações que vieram depois do Ocidente, como os árabes no Oriente, se desenvolverem melhor que os europeus. Costumamos pensar que a Europa sempre esteve à frente de todas as civilizações da humanidade, mas durante o final e o meio da Idade Média, os povos árabes estavam em extrema superioridade tecnológica, filosófica e militar em relação aos europeus, como no caso da tecnologia dos canhões, de vitórias militares como as Cruzadas e a invasão da Península Ibérica e, finalmente, do resgate do pensamento helenístico, recuperado por muitos pensadores árabes, como Avicena, muito antes da escolástica. O ponto a que quero chegar aqui com toda essa ladainha é a seguinte pergunta: analisando a história como ela foi descrita, poderia o Ocidente, como no passado, entrar em um estado de letargia e as civilizações orientais serem responsáveis por guiar a humanidade para o futuro? Já vemos isso hoje ao ponto de grande parte da tecnologia sofisticada do mundo permanecer na Ásia Central, como no caso de Taiwan, que domina a tecnologia de chips.

A última, segunda e rápida pergunta diz respeito aos direitos humanos. Como exemplo da pergunta anterior, grande parte da Europa ficou atrás dos árabes em termos de desenvolvimento. Uma das razões para isso é a moralidade árabe. Os árabes permitiram a escravidão no Norte da África, e isso lhes deu uma vantagem logística extrema, tanto que, anos depois, a Europa teve que adotar essa prática durante o período dos descobrimentos, mesmo ela sendo condenada pela Igreja. Já vi você falar sobre a vantagem que os BRICS têm sobre o Ocidente por não respeitarem os direitos humanos. Usando essa lógica, o Atlântico Norte poderia rasgar a Carta dos Direitos Humanos de Maritain e retornar a práticas passadas, como a Europa praticando o colonialismo na África e os Estados Unidos financiando ditaduras nas Américas? Dito tudo isso obrigado pelo ótimo texto e perdão pelos textos muito longos e por ser o chato das perguntas.

Avatar de Kraid

"Occidentis Ruina: Finis est Beta"

Santo Agostinho (354-430)

Avatar de Giuseppe Cadura da Geral

Parabéns por mais este ensaio Homero.

O Bloco BRICS na prática nunca vai funcionar, nós o Bonzil, a cada 4 anos temos nossa festa da democracia... O que pode possibilitar uma nova postura do Itamaraty para ser vassalo total dos EUA como na era do Mito. África do Sul é meme e vuvuzela. E os países asiáticos tem mais tensão entre si que com os EUA, se analisar friamente. No mais, acredito que torcer para o Vasco da Gama deva ser a melhor simulação do que é ser OCIDENTAL para um brasileiro... Em pleno declínio, com um passado glorioso, mas onde o presente não sobra absolutamente nada para o Betinha.

Avatar de Giuseppe Cadura da Geral

Em tempo, os termos "betinha", "it's over", "brutal", "intankavel" e etc. Fazem parte do meu vocabulário falado.

Avatar de Alan Luiz

Obrigado Homero, acredito que tenha um excelente gosto, talvez o senhor possa dar dicas de arte, beleza e bem estar. Que texto!, que homem!.

Avatar de Loghan 92

Os EUA sempre foram intervencionistas. Não é agora que o BRICS entrou no jogo que isso vai mudar. A diferença é que agora eles usam o discurso de “America First” pra justificar algo que sempre fizeram.

Se o BRICS quer mesmo ser uma alternativa ao mundo unipolar, vai ter que encontrar um equilíbrio entre soberania e solidariedade. Do jeito que tá, parece mais um grupo de países desconfiados entre si, cada um querendo liderar, mas ninguém disposto a se ajudar.

(Senti saudades da utilização da frase quem quer rir tem que fazer rir nesse texto, e outra menos que 90 minutos de video e o equivalente a youtube shorts pra nos patriotas do homeril, abraço e salve.)

Avatar de Leandro_S

Olá Dr. Homero, na minha opinião de um não cientista político, dos países do BRICS, os mais fracos, no quesito que os EUA não dependem tanto ou temem, são Brasil e África do sul. Logo, caso os BRICS comecem a fazer umas políticas anti americanas, seremos os primeiros a cair sem dúvidas. Ainda mais se um Lula ainda estiver na liderança do país.

Avatar de OpPrizrak

Boa análise Homero, esse artigo me fez refletir um pouco sobre o assunto. Essa limitação intelectual na direita é realmente algo que me faz ter vergonha (os caras estão nos mesmos autores de sempre e têm um certo "medo" de se aprofundar em alguém com análises mais profundas, na mente deles ler Spengler ou um autor realmente mais polêmico como o Evola é como se fosse um crime e é como se você não fosse "didireita" ). E isso me lembra o Nando Moura que só deve ter lido aqueles 3 livros que ele sempre fala, um sobre desinformação e os outros sobre comunismo ou qualquer coisa do tipo, e só... não deve ter lido mais nada na vida e continua com a visão neocon de "muh estados unidos bom, muh israel bom, muh China ruim pois comunismo. Inclusive, é muito ruim qualquer análise dele sobre qualquer coisa, definitivamente o pior aluno do Olavo (se é que ele realmente foi um dia).

No mais, nothing ever happens. Irã e Israel deu em nada (Talvez o Irã ainda esteja operando a usina de Fordow) e mais um pequeno conflito na Ásia (Tailândia e Camboja) que não vai resultar em nada.

Talvez a China esteja agindo como manda um antigo provérbio chinês: "Say nothing and you'll make a fortune" (contexto: Jiang Zemin, ex presidente chinês, moggando jornalistas)

Avatar de lobisomi pidão

Concordo com a sua crítica, mas não sei se isso é culpa do Olavo, até porque ele se propôs a resolver o problema (o que pelo menos indica que o problema já existia antes).

Até nessa questão de limitação bibliográfica eu não só já peguei várias recomendações boas do Olavo como queria corrigir o Homero nessa questão do Oswald Spengler, porque eu fiz uma pesquisa rápida e não só achei três artigos do velho citando Oswald Spengler como também um artigo do olavete discutindo o careca decadência, então o Homero errou nesse ponto a não ser que a crítica se trate de uma falta de ênfase ou aprofundamento, em vez de uma cegueira por pura limitação bibliográfica. No entanto, mesmo com boa intenção ou uma ação conforme, Olavo mudou muita coisa, mas não deve ter adiantado o suficiente (talvez por causa dos próprios Olavistas).

aqui os artigos:

https://olavete.com.br/oswald-spengler

https://olavodecarvalho.org/o-socialismo-dos-ricos

https://olavodecarvalho.org/motivos-da-filosofia

https://olavodecarvalho.org/nacional-masoquismo

Avatar de OpPrizrak

Concordo que a culpa não necessariamente é dele. Na minha visão, o problema foram as pessoas que ficaram em volta dele e se tornaram seus alunos, não ele em si (por mais que eu discorde de muita coisa)

Avatar de lobisomi pidão

Eu não sou olavista e discordamos do Olavo quase que pelos mesmos motivos (americanismo e "bostileirismo"), mas acho que devemos ser justos ao analisar o legado dele e a sua filosofia, principalmente por causa da sua influência em toda a direita contemporânea Brasileira e o quanto o nosso futuro vai ser definido pela forma que lidaremos com isso, ainda mais agora que estamos cada vez mais afastados do tempo da sua partida.

Avatar de Hagaar

"Infelizmente essa mudança necessária só pode ser feita caso o Brasil tenha bons analistas tanto na esquerda quanto na direita para perceber a necessidade da mudança" - It's over. Se depender de bons analistas surgirem no Brasil, não vai sobrar nada para o betinha brasileiro

Avatar de George O Curioso

Salve Homero, esse damo ai é o masculino de dama? Xiiiiii

Brincadeiras a parte ótimo texto.

Avatar de Umtextobom

Artigo muito bom , mas gostaria de apontar o seguinte:

1 - Não temos geopolíticos aptos a orientar nosso líderes,(porque esses são arrogantes demais para serem orientados), grande maioria dos geopolíticos são formados em universidades internacionais então eles vem cheio de viéses , a exemplo do professor hoc, ou quando temos alguém com espírito nacional é alguém caricato e de postura escandalosa.

2 - de fato olavo limitou o campo de estudo da direita nunca teremos brasileiros retornando aos estudos do integralismo ou doutrinas de terceira posição (visão de mundo que eu não concordo ;), assim como o Sr ), ainda mais falando de um fenômeno inédito como esse (o retorno dos estados nações)nenhum estudo de teoria das elites poderia contemplar toda a complexidade da situação do mundo moderno.

3- não acredito que o ocidente seja feito de uma constante tentativa de reconstrução acredito que ele tenha alcançado sua plenitude na cristandade que por sua vez acabou e não retornará, muito provavelmente .Se de fato o cristianismo estiver certo a história não é cíclica , ao contrário, ela é linear ,caminhos para o fim da história não no sentido que o fukuyama disse mas sim no sentido teológico de que caminhamos para parusia (Segunda vinda de Cristo), é necessário que se cumpra as profecias "a fé de muitos esfriará" , "haverá guerras e rumores de guerra", etc etc, etc

4 - qualquer aliança feita para se opor aos Estados Unidos necessariamente deve ter uma aliança militar e não só econômica e também não só ideológica, sem uma aliança militar qualquer tentativa de criação de bloco de oposição não passa de coupim(nao sei escrever)

5-o acordo está mais distante a cada dia que passa de certa forma aceleracionismo, tem sido uma opinião interessante a opinião de que se formos emrabados talvez tenhamos uma chance de criar vergonha na cara e desenvolver nossa nação.

6- nenhum período de ruptura ou transição é agradável para aqueles que vivem naquele período histórico portanto caso algo venha mudar de fato as próximas duas décadas serão uma tragédia mas as quatro décadas seguintes talvez cinco serão excelentes para o povo brasileiro.

Forte abraço obrigado por compartilhar seu conhecimento

Avatar de Jennyson Oliveira

Creio que a operacionalização do BRICS se prejudica por aquele erro moderno permanente de ver o mundo apenas por vieses econômicos. Que semelhanças haveria entre os países pra que eles se unissem num bloco sólido e duradouro? Nem o Mercosul, mais homogêneo, conseguiu alinhamento...

Avatar de Henrik

Muito interessante essa sua ideia sobre a essência do Ocidente ser a tragédia e a mudança de curso. De certa forma, me parece que você conseguiu ao mesmo tempo a existência de ciclos civilizacionais, mas também o da dialética Hegeliana como algo inato ao Ocidente, em que a tese sempre ocasiona numa antítese (percepção de queda) e estas duas abrem espaço para uma síntese (mudança de curso). Era essa sua ideia mesmo? Entendi bem? Achei algo a se refletir. Sobre a questão do Kali Yuga, pontuada rapidamente no artigo, não haveria uma diferença entre ciclos cósmicos e civilizacionais? Bom texto, como sempre Doutor, profesosr Mestre Sith Homero Damo